É por volta da 32a semana de gestação que as gestantes devem fazer uma entrevista com o pediatra, se possível com aquele que irá acompanhar seu parto. Esta entrevista tem vários objetivos.
O primeiro é o de promover um conhecimento mútuo entre a família e o pediatra, iniciando uma relação de confiança e empatia, que irá ajudar muito no trabalho conjunto pelo bem do bebê. A ela deveriam comparecer idealmente o pai e a mãe, além dos avós. Conhecendo-se a importância das opiniões das avós, principalmente em relação à amamentação, não se deve perder esta oportunidade de tê-las como aliadas. Sabedoras da importância do aleitamento materno, poderão auxiliar a futura mamãe a amamentar seu bebê.
Outro importante objetivo é a diminuição da morbi-mortalidade neonatal. A equipe (anestesista, neonatologista, obstetra e demais profissionais) deve trabalhar para que o recém nascido sobreviva, e sem seqüelas.
É nesta entrevista que o pediatra vai conhecer todos os detalhes da gestação atual e de anteriores, se houver. Todos os dados sobre a saúde dos pais são importantes. A existência de alergias, infecções, os hábitos e eventuais vícios, tais como fumo, álcool ou uso de drogas. Possíveis medicamentos em uso. O tipo sangüíneo (A, B, O, ou AB) e o fator Rh (positivo ou negativo) também são de muito interesse.
Durante o pré-natal o obstetra e o pediatra devem incentivar a mãe a amamentar e orientar os exercícios para a otimização do bico do seio, quando indicados.
As informações solicitadas pelo pediatra nesta entrevista pré-natal geralmente incluem:
1. Idade, profissão, grau de instrução dos pais.
2. Antecedentes de saúde pessoais e familiares: doenças, cirurgias, alergias, hábitos, vícios (fumo, álcool, drogas), medicamentos em uso.
4. Quantas vezes a mãe já engravidou? (incluindo eventuais abortamentos)
5. Número de filhos, sua idades e dados de saúde.
6. Tipo de partos anteriores (natural, cesárea ou fórceps)
7. Peso e estatura de cada filho ao nascimento.
8. Boletim de Apgar de cada filho
9. Intercorrências no período neonatal de cada filho: icterícia, desconforto respiratório, infecções. Se houve necessidade de internação ou não.
10. Período de amamentação de cada filho - eventuais dificuldades.
11. Tipo sangüíneo dos pais e filhos (Grupo ABO e fator Rh)
12. Dados relativos à gravidez atual:
* programada/ aceita ou não/ sangramentos, cólicas, contrações, infecções/ problemas de pressão
* vômitos/ medicamentos em uso/ exames complementares realizados e seus resultados
Este momento pode ser o início de uma grande amizade, quando o mesmo pediatra acompanha um bebê desde seu nascimento até o fim da adolescência. E, muitas vezes, vai cuidar também dos futuros filhos deste futuro bebê!
Para mais detalhes veja meu livro “Manual do Bebê”, Ed. Elsevier 13ª edição, no meu site www.ruypupo.med.br
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