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Todos os dados que leio relacionados à carga horária das mulheres dentro de casa apontam para a mesma direção: a mulher soube entrar nas empresas, mas não soube delegar a casa ao marido. Cabe ainda às mulheres, com exceção das muitos ricas, que pagam para alguém cuidar disso, ter a dupla jornada, trabalhando muito dentro e fora de casa.
Outro dia, no jornal "O Estado de S. Paulo", o sociólogo e pesquisador da Universidade de Brasilia, Marcelo Medeiros, aborda muito bem esse ponto, fazendo-me refletir sobre uma ideia: ainda há muito o que mudar no que se refere à igualdade entre homens e mulheres. Aceita-se muito bem mulheres presidindo empresas, mas poucos homens são corajosos o suficientes para serem "apenas" donos de casa. Ainda prevalece sobre eles o estereótipo do provedor. Ele pode até "dar uma mão" nas tarefas da casa, mas essa gestão ainda é feminina.
Não sou defensora da igualdade absoluta entre gêneros, mas sim a favor da liberdade de escolha. Nesse quesito acho que tanto homens como mulheres ainda vivem numa encruzilhada. Mulheres porque não se libertaram das tarefas da casa, apesar do excelente desempenho no mundo corporativo. Homens porque se sentem pressionados para produzir "fora de casa" e sentem-se impedidos de fazer uma outra opção, que não essa
Cecília Russo Troiano é psicóloga, sócia-diretora da Troiano Consultoria de Marca e autora do livro "Vida de Equilibrista". Casada e mãe de 2 filhos, ela afirma que é mãe equilibrista, vive sua vida tentando equilibrar "pratinhos".
Email - cecilia@troiano.com.br / Venda do livro pelo site www.vidadeequilibrista.com.br
Especial Mães 2013 Para você dividir com a gente essa aventura que é ser mãe hoje em dia!