Uma das grandes questões que me intrigam é o que limita a ascensão das mulheres, especialmente das que são mães, nas empresas?
Alguns estudos apontam que, em cargos de diretoria, as mulheres ocupam algo em torno de 15% dos postos. Pouco, não acham? Se somos mais de 40% da população economicamente ativa, por que apenas essa parcela consegue fazer parte do board das empresas?
As explicações são inúmeras, mas no caso das mulheres que são mães, há uma explicação que acredito ser bastante verdadeira e que, combinada com outras questões, impedem as mulheres de subirem mais ou em maior número.
O fato é que muitas mães não querem ter postos de liderança nas empresas. Por quê? Porque sabem que o preço que terão que pagar é mais alto do que aquilo que elas estão dispostas a oferecer. Têm consciência, por exemplo, de que aumentarão as responsabilidades, aumentarão as viagens, aumentará a carga horária, aumentará o número de chamadas em horários fora do expediente regular etc.
Claro, junto com isso cresce seu poder e seus rendimentos, mas será que vale a pena? Em contrapartida, ela sabe que diminuirá muito seu tempo de dedicação à família, aos filhos e ao marido. Será que queremos essa troca?
Vale pensar ....
Conheço mulheres poderosas que executam paralelamente e com brilhantismo a difícil função de "mãe". Diretoras de empresas, donas de restaurante, modelos, etc...
De fato concordo quando você diz que pode assustar as mulheres ter que se desdobrar em 1001 para realizar todas as tarefas que nos são delegadas. Mas ai lanço uma outra questão...."Por traz de uma grande mulher, deve haver um grande homem..." que divida com ela TODAS as tarefas relacionadas a família e a vida do casal. Acho que o equilibrio está não só na mulher que fica na corda bamba entre o trabalho e a família, mas equilibra-se Homem e Mulher e o problema se resolve.
bjinhos.
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Quando assumi meu papel de mãe aos 22 anos a maternidade falou mais forte e fui engolida pela responsabilidade de ter que continuar a ainda imatura função que exercia em minha profissão ,acho que não tive outra opção e também não me arrependo de optar pelas funções de 6 horas para conseguir curtir e me dedicar a maternidade .
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