
Bebidas energéticas podem ser ótimas aliadas naquele dia em que você tem milhares de coisas para fazer, mas está faltando um certo gás.
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O nutrólogo Máximo Asinelli explica que a cafeína é o principal elemento dessas bebidas na ação para diminuir a sonolência. Ela age sobre o cérebro inibindo o sono. Com isso, o cérebro entende que há uma emergência em curso e dá o comando para a liberação de adrenalina no sangue, o que deixa a pessoa em estado de alerta rapidamente.
Máximo explica que para manter a pessoa acordada e disposta, alguns ingredientes das bebidas energéticas atuam para acelerar o batimento cardíaco, um desses elementos é a taurina. "Um ponto importante é que a pessoa não faça exercícios após consumir tais produtos, pois com o coração acelerado, um esforço ainda maior pode levar a um colapso, um enfarte fulminante."
Além do coração, é possível que o cérebro sofra danos. "Para que o sangue seja bombeado com mais facilidade - e, assim, se gaste menos energia - alguns componentes dos energéticos "diluem" o sangue, deixando-o mais "fino". O risco é de uma hemorragia cerebral.", explica o médico.
Se o consumo for frequente, há ainda uma série de doenças nervosas e neurais que podem aparecer a longo prazo. A cafeína também estimula a perda de cálcio, magnésio e potássio, elementos fundamentais no metabolismo celular. "Perder o cálcio, especificamente, pode gerar uma perda de massa óssea no futuro."
Especialmente entre os jovens, o consumo maior de bebidas energéticas é feito em baladas, misturada com vodka, por exemplo. Neste caso, o principal problema é a falsa sensação de sobriedade causada pelo energético. Máximo conta que muita gente acredita que o energético ajuda a diminuir os efeitos do álcool sobre o organismo, mas isso não é verdade. O que acontece é que a bebida energética aumenta a sensação prazerosa gerada pelo álcool e, ao mesmo tempo, faz com que a pessoa não perceba que está ficando bêbada.
Por Larissa Alvarez
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