
Desfile Maria Bonita - Arquivo mbpress
Os presos apareceram de diversas formas.
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A Triton, cuja estrela foi a patricinha Paris Hilton, apostou em duas tranças embutidas, com o topo da cabeça bagunçadinho. Falando em tranças, a Amapô usou o penteado como acessório: o cabelão desordenado virou cachecol e até fez parte das peças.
A Ghetz também apostou no trançado, mas com o cabelo todo puxado pra trás e com a camada externa frisada (dando certo ar de "vovó"). A trança, que começava na altura da orelha, estava encharcada de gel e tinha elásticos de silicone, que dividiam o trançado em gomos.
Mas a trança que mais deu o que falar (com direito a alvoroço na blogosfera) foi a da Maria Bonita. Ou seria coque? Os dois: Celso Kamura, responsável pela beleza do desfile, fez um coque-saia com uma trança horizontal, penteado arrematado por um chapéu com tecido franzido.
Coques - desde os clássicos até mais desalinhados - não faltaram. Apareceram os bem presos, comportados, como o bailarina da Tufi Duek, do Reinaldo Lourenço, preso para trás, da Iódice (às vezes acompanhados por chapéus pretos e beges, onde ficavam levemente bagunçados) e do André Lima (com os estonteantes adereços surrealistas). No meio termo ficaram os coques da Cori, com apenas alguns fios fora do lugar. A Neon investiu nos coques banana, eternos clássicos, com o ar vintage que a coleção pedia.
A Cavalera pintou e bordou, usando soltos e naturais, coques bagunçados e de lado, baixos e com vários fios soltos, tranças de lado com tecido, headbands...
Houve, ainda, os penteados que não soubemos muito bem se eram coques, rabos de cavalo ou qualquer outra coisa que tenha saído da cabeça ativa dos artistas. As modelos de Alexandre Herchcovitch, por exemplo, usaram uma espécie de coque desconstruído, ao lado da cabeça, com muitos grampos e franja em evidência. Ronaldo Fraga apostou em uma releitura de turbante com manchas de tinta, costurado na cabeça das modelos, deixando apenas um rabo de fora (com vários elásticos de silicone, assim como a Ghetz).
Livre, leve e solto
Os soltos, embora mais raros, também tiveram sua vez: Samuel Cirnansck usou cabelos bem naturais, assim como da Ellus. Os soltos também apareceram na Neon, com vibe retrô.
O ar vintage também dominou o desfile da grife Do Estilista, na qual Marcelo Sommer resolveu reunir Isabella Fiorentino, Carol Ribeiro, Mariana Weickert, Ana Claudia Michels e outras veteranas em seu desfile. As belas desfilaram glamurosos cabelos ondulados com franja de lado.
Além destes, brilharam Lino Villaventura, cujas modelos usaram perucas preto-azulado, cortadas de maneira bem irregular e acompanhadas de lenços, Jefferson Kulig, FH por Fause Haten (com destaque para as perucas loiro-platinado, homenagem a Catherine Deneuve em "A Bela da Tarde"), Ana Salazar, que usou cabelos longos e lisos com uma headband preta aparentemente feita de retalhos e balaclavas de paetê, Animale (na qual os cabelos soltos foram colocados para trás com um aro preto, bem discreto, e certo volume atrás dele) e Colcci, naturalmente bagunçados.
De qualquer forma, os presos serão uma solução prática para andar na moda. Afinal, sabemos que bad hair days são insistentes e nada como ter uma desculpa para prender as madeixas. Quer desculpa melhor do que tendências da São Paulo Fashion Week?
Por Ana Paula de Araujo (MBPress)
Cristiane Machado de Oliv
eu me realizo,cada um com tua história.
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