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"Me senti conectada com minhas raízes mais profundas", revelou. "Isabel vive em um tempo em que ser mulher negra era sinônimo de falta de liberdade e alimenta um desejo feminino subjugado, estrangulado pela moral dominante. É uma rebelde", completou. A novela se passa no início do século XX.
Em entrevista ao site da própria novela, Camila comenta que a trama se passa em um período em que a escravidão não é mais uma prática oficial, mas em que a cultura escravocrata ainda imperava, criando mais barreiras na vida de Isabel.
A personagem vai sofrer bastante com os preconceitos da sociedade da época, não só por causa da cor da pele, mas também por ser mulher. "Mulher não votava, não podia exercer sua liberdade, tanto na vida pública como na vida íntima também. Mulher era subjugada", ressalta Camila.
Em meio à correria das gravações, Camila tenta administrar seu tempo. Afinal de contas, ela ainda apresenta o programa Som Brasil, cuida da filha, Antonia, de quase três anos, dá atenção ao namorado, o músico Lucas Santtana, e ainda faz aulas de francês. "Está uma loucura, mas não posso reclamar".
Por Juliana Falcão (MBPress)
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