
Já pensou em curtir uma sessão de cinema com seu bebezinho de colo como acompanhante? Pois saiba que em São Paulo as mães não precisam deixar o lazer de lado apenas porque tem um pimpolho novo na vida.
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As mães que já conferiram aprovaram a ideia, que nasceu da vontade de Irene Nagashima, mãe e cinéfila. Encorajada pelo grupo que mantinha na Internet, Irene reuniu mais de 10 mães com seus bebês - entre 20 dias e 4 meses de idade - para a primeira sessão de cinema, batizada de CineMaterna, em fevereiro de 2008. O programa foi um sucesso, e o encontro de mães e bebês virou uma atividade semanal. Meses depois, o grupo foi acolhido pela rede de cinemas, que reconhecendo o valor desta iniciativa, lançou em agosto do ano passado a estreia oficial da 1ª sessão amigável para bebês. Na época, foi fundada a Associação CineMaterna. Até hoje, cerca de 70 filmes já foram assistidos por mais de 3 mil mães.
“Quando a CineMaterna começou, Augusto já tinha quase um ano! Achei que seria impossível, mas inesperadamente ele amou a experiência, aplaudiu, cantou junto, mamou e dormiu”, conta Cristina Cavalcanti. Segundo ela, a experiência foi maravilhosa. Ela que é simplesmente viciada em cinema, estava totalmente afastada desde que o filho nasceu. “E o café depois é outro momento muito especial. Para mim, que troco com essas mães, e para ele, que brinca com os outros bebês”. Cristina estreou na CineMaterna quando o bebê tinha 11 meses.
“Valentina dormiu praticamente o tempo todo e deixou a gente ver o filme. Foi realmente legal ter uma tarde de cinema com o maridão de novo! Já estamos nos programando para a próxima!”, revela Rebeca Masagão, mãe de Valentina, que estreou na CineMaterna com 6 meses. Para Liviam Bedushi, mãe de Nicole, a CineMaterna é um momento muito original, onde sente que a maternidade dá oportunidades de viver intensamente cada momento. “É muito bom chegar lá e encontrar outras mulheres com seus bebês, assistir um filme juntas e depois compartilhar impressões e experiências desta fase maravilhosa!”

Não é preciso reserva especial para participar de uma sessão. Basta se atentar aos horários e filmes, muitas vezes escolhidos pelo público, através do site. Se o bebê for muito pequeno, a mãe pode usar um bebê-conforto e colocá-lo na poltrona ao lado. O fofo pode ser amamentado durante a sessão e até comer a papinha. É preciso apenas cuidado, já que a luminosidade é baixa.
E você não precisa ficar com medo, achando que seu bebê é muito pequeno para uma atividade como essa. “Em princípio um bebê saudável pode sair de casa desde as primeiras semanas de vida. Não tenha pressa, mas também não espere o bebê ‘fazer um ano’. Lembre-se que o bem estar do bebê caminha junto com o bem estar da família”, diz a pediatra Nina de Almeida.
E é esse talvez o maior ponto de impacto da CineMaterna. “Principalmente em cidades muito grandes, a rede sócio-familiar de mulheres que estão com bebês pequenos, fica muito reduzida. Muitas mulheres passam a sofrer de um isolamento social que não faz nada bem, nem para as mulheres e muito menos para os bebês”, avalia a médica. Se a mulher sabe que num determinado dia vai encontrar outras mães para se divertir, o bebê deixa de ser o motivo do isolamento e passa a ser o facilitador da construção de relações sociais.
As sessões acontecem nos horários de menor movimento nos cinemas, antes das 18h. Para descobrir as salas e horários, acesse www.cinematerna.org. Há planos de expansão da iniciativa para outras cidades. No Rio de Janeiro, a CineMaterna deve estrear em abril e, em Campinhas, em maio.
Por Sabrina Passos (MBPress)
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