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Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, realizado em parceria com a Universidade Católica de Santos, com mulheres que engravidaram após a realização da cirurgia bariátrica, aponta maior vulnerabilidade para prematuridade do feto e baixa adesão ao aleitamento materno, além de maior número de partos por cesáreas.
O estudo analisou 35 mulheres, com idades entre 24 e 39 anos.
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Além disso, 74% das mulheres engravidaram após um ano da cirurgia e 28,57% em período inferior a um ano. Do total de entrevistadas, 68,6% amamentaram os filhos por período inferior aos seis meses, com 43% realizando o aleitamento materno por apenas dois meses.
Segundo a pesquisadora e nutricionista da Divisão de Doenças Não Transmissíveis do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria, África Isabel de la Cruz Perez, o estado nutricional da mãe e do feto pode ficar comprometido devido à cirurgia bariátrica.
"Os resultados sugerem a necessidade de maior acompanhamento e intervenção nutricional no período pré-natal em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica", afirma África.
Por isso, a pesquisadora reforça a necessidade das pacientes serem acompanhadas com extremo cuidado devido às diversas deficiências nutricionais que podem sofrer após o procedimento cirúrgico, tais como déficit de proteínas, eletrólitos, cálcio e vitaminas A, D, K e B12.
A nutricionista recomenda ainda que a gestação só aconteça após 18 meses da cirurgia bariátrica. "Sérios problemas podem acometer os neonatos quando a suplementação na gestação é inadequada, tais como retardo do crescimento fetal, desequilíbrio de eletrolíticos, hemorragias cerebrais, lesão da retina permanente, anemia e morte fetal", ressalta África.
Por Carmem Sanches
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