
Mais que um hobby, cozinhar, para Renata Cruz é um trabalho árduo e exige dedicação, esforço e muito talento. E é a mistura desses ingredientes que faz a diferença na carreira da chef e proprietária do restaurante Amici, de São Paulo, que completou um ano em maio.
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A vocação para a cozinha se revelou durante a infância de Renata. "Sempre gostei muito de comer e de cozinha. Para mim, todas as melhores conversas sempre aconteciam na cozinha. Acho o ambiente mais gostoso da casa". Com 15 aninhos, ela já fazia eventos de todos os tipos. Mais tarde, cursou faculdade de Hotelaria e ali teve a confirmação de que desejava trabalhar cozinhando. "A certeza da profissão veio na primeira aula de cozinha, com a Gisela Brandão, hoje coordenadora do Senac. Depois desse dia, já entrei no meu primeiro restaurante e nunca mais saí da cozinha", revela.
O início da carreira como chef aconteceu no restaurante Espaço Árabe, em 2002. Renata trabalhou como subgerente, tomando conta de operação e cozinha. Depois foi convidada pela proprietária de uma escola particular para assumir o restaurante do colégio, no qual eram servidas mais de 300 refeições por dia. "Foi uma experiência muito bacana, de muito trabalho e aprendizado. Depois de voltar de uma especialização na França, decidi que era hora de abrir o Amici".
A abertura do restaurante não foi a correria de costume. Isso porque o local não fica no chamado circuito gastronômico da capital paulista. "A inauguração do Amici foi tranquila, estamos fora do circuito e acredito que isso nos deu tempo para respirar, para achar o equilíbrio antes de receber muitas visitas", conta Renata.
Desde então, a equipe do restaurante vem trabalhando com "comfort food" - pratos que resgatam lembranças especiais da família e da infância. A chef explica que todos nós temos comidas, sabores e cheiros que remetem a alguma situação específica, algum local ou que nos fazem lembrar algum momento ou pessoa especial.
O cardápio é baseado em experiências de Renata e sua equipe. É uma mescla de receitas de família e de pratos que desenvolvidos a partir do gosto da equipe, releituras de lembranças de todos.
E será que a chef tem algum sabor preferido? "É difícil eleger um único favorito, mas acredito que a picanha com farofa de banana com chimuchurri fresco e o hambúrguer de fraldinha com batata rústica, molho de queijo brie e saladinha de rúcula são pratos que nunca irei tirar do menu", responde.
Mas, nem tudo é perfeito. Como em qualquer profissão, também existe a parte mais chata. Renata trabalha muitas horas por dia de pé e já perdeu comemorações de familiares e amigos por causa do horário de funcionamento do restaurante. Como recebe clientes, também precisa estar sempre de bom humor. "O show tem que acontecer todos os dias, é preciso manter o padrão, fazer a mágica acontecer para todos os clientes, independente do que está acontecendo na nossa vida pessoal", conta. Porém, tudo isso é superado com amor, disposição e vontade de crescer.
Os planos para a vida profissional ainda não foram todos alcançados, mas a chef acredita que ela e sua equipe estão no caminho certo. "Temos muito para estudar, melhorar e aprender. Gostaria de escrever algo sobre comfort food, já que ainda é tão difícil achar bibliografia relacionada, e ter metas para sempre. Sonhar faz o trabalho muito mais gostoso!".
Por Priscilla Nery (MBPress)
Juliana
Muita boa a matéria, fiquei com vontade de conhecer o restaurante. Assim que eu for, mando um post dizendo se aprovei.. rsrsrsrs
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