Por algumas temporadas aboliu-se o termo tendência porque a moda tornou-se muito democrática, mas essa temporada trouxe o tema de volta a pauta. Glória Kalil já fez sua lista, outros sites importantes também comentaram o assunto, mas a dúvida que ainda resta para quem não estuda ou trabalha com moda é: Como funciona a dinâmica das tendências de moda?
Em teoria, as duas formas básicas de desenvolvimento das tendências são 'bubble up' (ebulição) e 'trickle down' (gotejamento).
O trickle down acontece conforme as propostas que surgem nas passarelas vão chegando ao grande público, através dos formadores de opinião, revistas de moda e desçam até as lojas de departamento, disponibilizadas para qualquer um.
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Pode-se dizer que o trickle down foi predominante até o surgimento do prèt-a-porter que, conforme ganhou forças, fez com que as empresas não pudessem correr o risco de ter furos na produção, de não vender determinado estilo ou de esgotarem as peças sem que seus clientes tivessem sido atendido.
Por causa dessa necessidade de 'prever o futuro', surgiram os escritórios de estilo e os caçadores de tendências, que começaram a olhar para as ruas e estudar como se comportam e quais seus hábitos.
É praticamente impossível identificar quem criou, de fato, uma tendência. Podemos afirmar que ela não é criada por uma pessoa, mas sim pela carência de um grupo com o intuito de facilitar a movimentação (como as calças para facilitar o trabalho e cavalgar), de transmitir uma mensagem (como o uso de ombreiras, para passar uma imagem mais masculinizada e 'poderosa') ou qualquer outra, seja essa uma necessidade real ou uma vontade supérflua.
Já as cores e materiais são determinadas, com 2 ou 3 anos de antecedência, em reuniões de fabricantes, pesquisadores e criadores que definem as cartelas através de outros fatores identificados, como a capacidade de produção e o custo de um certo material ou pigmento.
Atualmente, os desfiles de Paris continuam servindo para reforçar e difundir esses conceitos. Mas isso está mudando aos poucos, já que em lugares como Tokio (que se transformou um dos destinos básicos para quem as caça) algumas propostas começam a aparecer até 2 anos antes de todos se acostumarem com elas e pensarem que são imprescindíveis porque aparecem nas passarelas francesas.
Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: contato@ericaminchin.com
E OS ACESSÓRIOS? COMO POR EXEMPLO, COLARES. O QUE VOCÊ ME DIZ.
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Oi Erica, o meu sexto sentido sempre funciona, eu não tenho estilo definido eu visto de tudo , faço minhas combinações e minhas avarias com as roupas,hahahahaahah uma coisa engraça é que eu lendo esses post sobre tendencias e moda de inverno, me dei conta que tenho no minimo uma peça de cada coisa que foi citada é muito engraçado isso , ainda ontem usei uma camisa que tenho bem retrô que tem os onbros bem marcados.
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