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Pet de carona

Postado em 14 de agosto de 2012 | 13:39

cachorro-carroPara muitos bichos de estimação, viajar de carro é divertido. Porém, para outros, os cheiros, sons e paisagens diferentes daqueles a que estão acostumados causam verdadeiro pânico. De acordo com o veterinário especialista em comportamento animal João Telhado, os sintomas de que os pets estão apavorados são pupila dilatada, inquietação, tremedeira e respiração ofegante. Alguns não querem de jeito nenhum entrar no carro ou vomitam no meio da viagem. “Só não é  muito comum que urinem no automóvel. Isso ocorre, de maneira geral, quando levam algum susto”, esclarece.

O dono, com pena de seu bicho, derrete-se em carinhos, pega no colo e afaga na tentativa de acalmá-lo. Pronto! Fez tudo aquilo que não deveria fazer. “Dessa forma você está recompensando o animal por uma atitude que não quer que ele tenha. Procure agir com naturalidade, não acaricie e nem brigue. Caso ele vomite, antes de parar o carro para limpar, dê algumas voltas para que ele não associe a parada à náusea e faça de propósito da próxima vez, só para que você estacione”, ensina.

O ideal é  acostumar seu cão ou gato a passear de carro desde filhote, assim, ele terá menos risco de desenvolver medo do veículo. “Nessa fase, ele deve ser levado na caixa de transporte para animais, o que o ajuda a se sentir seguro. Nada de colo, pois, em caso de uma freada brusca, o animal pode ser arremessado e sofrer ferimentos graves. E nem pense em abrir a janela e deixá-lo com as orelhas balançando para fora, além de ser extremamente perigoso é contra lei”, alerta Telhado. (veja dicas para transportá-lo de maneira segura)

Agora, se o seu amigo de pelos já não e mais nenhum filhotinho e treme de medo ao ouvir o barulho da porta do carro abrindo, o jeito é  ter paciência e tomar algumas medidas. “Procure associar a viagem a algo bom para ele. Dê um biscoito, leve-o para passear. Normalmente as pessoas só  andam de carro com seus bichos para ir ao veterinário, onde nem sempre os animais vivem os seus melhores momentos. Além disso, leve-o a um especialista em comportamento animal, pois uma medicação, associada à terapia, pode ser receitada”, orienta.