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A médica ainda comenta que os motivos para a disfunções podem ser psicológicos: depressão, timidez, fobia social, transtorno de humor, culpa, ansiedade, estresse, entre outros fatores ou físicos, como, por exemplo: baixa testosterona, diabetes, doenças cardiovasculares, uso de drogas, insuficiência renal crônica, deficiência de zinco. No entanto, segundo os especialistas, o principal empecilho para o tratamento desse problema é a vergonha. Então, se você tem alguma dificuldade, nada de ficar adiando a sua visita ao ginecologista.
Segundo o vice-presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Hugo Miyahira, a mulher deve vencer a vergonha e procurar o ginecologista, que poderá ajudá-la a identificar a origem do problema. Disfunções como: a anorgasmia, que bloqueia o orgasmo impedindo que a mulher complete o ciclo da resposta sexual; o transtorno do desejo sexual hipoativo, mais conhecido como frigidez, na qual as mulheres sofrem com a diminuição da libido; ou mesmo o vaginismo, problema que mais leva as mulheres aos consultórios, apesar de não ser o distúrbio mais comum — afeta de 2% a 6% da população e trata-se de um espasmo involuntário recorrente que contrai a vagina, ocasionando dores durante o coito.
Contudo, segundo Miyahira , as mulheres chegam a esperar de cinco a dez anos para procurar ajuda, mesmo com as dores, o que não é nada bom. "Quanto mais tempo demoram, mais difícil pode ser o tratamento. Muitas chegam com quadro de depressão", completa explicando que as principais causas do vaginismo são: infecção pélvica, cicatrizes no orifício vaginal, lesão por cirurgia ou irritação devido ao uso de preservativos de látex, ducha íntima e espermicida, além de fatores emocionais.
Já para Gerson Pereira Lopes, presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexualidade da Febrasgo, os fatores físicos podem comprometer a vida sexual das mulheres, mas alguns aspectos emocionais também possuem uma grande influência sobre o problema. "Os fatores psicológicos são preponderantes e dentre eles estão a falta de diálogo sobre sexualidade, experiências traumáticas, desentendimentos com o parceiro ou mesmo a religião", comenta.
A ditadura do orgasmo
"Satisfação não é sinônimo de orgasmo; em uma relação sexual há outras formas de prazer", alerta Lopes. Ele explica também que a ansiedade gerada por esta obrigação é uma das maiores causas de bloqueio, pois a adrenalina liberada pelo corpo fecha as artérias comprometendo o relaxamento. Além disso, chegar perto de ter um orgasmo, mas não conseguir alcançá-lo, pode gerar dor pélvica crônica.
"Hoje, a sociedade impõe a ‘orgasmocracia’, ou seja, a obrigação de ter um orgasmo", diz. "Esta situação leva muitas mulheres a fingirem, o que as deixa ainda mais frustradas. Tão opressor quanto não conseguir ‘gozar’, é se sentir obrigado a fazê-lo", defende o médico.
Por Paula Perdiz
Igor Robusto (Perfil Inativo)
É verdade, tudo isso é de extrema importância. Só de pensar que tem mulheres que nunca tiveram um orgasmo, dá até tristeza.
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