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Seja normal, cesárea, domiciliar, de cócoras, na água ou a fórceps, o parto pode ser humanizado quando respeita a vontade ou necessidade das gestantes. A técnica não pode tornar-se mais importante do que as pessoas envolvidas, é o que defendem as entidades que formam a rede de apoio pela retomada da decisão das futuras mães e pais.
Com o passar dos anos e a invasão dos partos cesariana nos hospitais, a decisão quanto ao tipo de parto ficou nas mãos dos obstetras e não das gestantes, que temem as dores do processo natural de nascimento, por desinformação ou pelo mito da dificuldade criada nas últimas décadas.
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O parto tornou-se assunto exclusivamente médico, especialmente no Brasil onde as taxas de cesárea estão entre as mais altas no mundo, chegando a mais de 80% em alguns hospitais. Por isto fala-se muito em resgatar o parto como um processo fisiológico normal da mulher.
Segundo a classe médica, as mulheres já chegam no consultório reivindicando a cesárea por comodismo delas mesmas, já que podem marcar a data e principalmente não sentir a dor do trabalho de parto, achando que não vão dar conta.
"Acho que os profissionais deveriam passar mais alguns minutinhos de consulta para informar essas mulheres sobre os tipos de parto e suas indicações, ou então tranquilizá-la sobre o trabalho de parto e seus benefícios. Hoje em dia, com o advento da humanização, já existem profissionais assim", salienta a enfermeira e doula Rosemary Pereira.
É muito comum ouvir as mulheres dizerem que optaram pelo parto cesariana porque não tiveram passagem natural ou porque o bebê era grande demais, questões levantadas ainda durante as consultas pré-natais. "Muitas vezes o médico lança essa ideia sobre o tamanho do bebê, isso assusta a gestante e esse medo pode atrapalhar, porque gera uma tensão que prejudica e muito o relaxamento durante as contrações, fazendo com que esse trabalho de parto se torne muito longo e desconfortável", argumenta Rosemary.
Porém, existem técnicas de humanização que podem facilitar o parto e aliviar os desconfortos do processo de parto, como o banho no chuveiro quente, os exercícios na bola de pilates, caminhar ou ter liberdade para buscar a melhor posição para o nascimento. Esses procedimentos já são adotados em hospitais com atendimento humanizado.
"Nós mulheres precisamos nos conhecer mais, nos valorizar e acreditar no potencial de cada uma, nossa mente e corpo chegaram a esse mundo preparadas para dar a luz, dependendo do que aprendermos, formaremos opiniões, acreditamos ou não, só depende de cada uma de nós", finaliza a doula.
Por Carmem Sanches
Camila Perez
Muito verdade, na minha última consulta minha gineco olhou pra uma tatuagem q tenho desde 2006, como se nunca tivesse visto, e disse: "vou ter que cortar isso", eu retruquei, ela se calou continuou o exame da minha barriga e falou: "mas pelo jeito vai dar um bom peso" e ainda emendou, sua barriga é dura assim mesmo?" (mas a médica não era ela? como EU vou saber se é dura assim mesmo ou não?) Eu que já tinha decido não pagar a disponibilidade dela, depois dessas, não quero nem voltar...
responder ao comentárioHoje está complicado encontrar médicos bons, com experiência em partos normais ou humanizados, na rede particular, por isso vou optar pelo parto no SUS, no HOspital Municipal Irmã Dulce, em Praia Grande, pois todos os procedimentos são voltados a humanização do parto. Boa sorte para vc!
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