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Na sociedade contemporânea, a composição da família tradicional deu lugar a um novo modelo, o de pais e mães, solteiros ou separados, com filhos, que formam novos núcleos familiares. Porém, outro desafio também aparece para quem entra numa relação onde já existem filhos: qual deve ser a participação das madrastas e padrastos na educação do enteado?
Nos contos de fadas, as madrastas são sempre personagens maldosos, que só querem o sofrimento dos enteados.
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Porém, não dá para fazer parte de uma família sem o envolvimento emocional, sem assumir responsabilidades. E é justamente isso que pode gerar conflitos. Nem sempre, os companheiros (as) estão dispostos a compartilhar da educação dos seus filhos; outros, já cobram participação, mas se ferem ao ver o outro brigando com a criança. Sem contar o ciúmes, tanto dos filhos, quanto da madrasta ou padrasto, que muitas vezes enxerga na criança, a antiga relação amorosa.
A questão divide opiniões. A servidora pública Roberta Nascimento (nome fictício) tem quatro enteados, três maiores de idade e um adolescente. Ela tenta não interferir muito na educação deles, pois o companheiro não é muito aberto às criticas.
"Prefiro não opinar muito na educação da menor, que é a que convive mais comigo. Às vezes até ela pede para eu falar com o pai dela sobre certas coisas, ou pedir algo, como deixá-la ir a um baile da escola, mas eu respondo que isso tem que ser resolvido entre ela, o pai e a mãe, porque não quero ser responsabilizada se acontecer algo que desaprovem só porque incentivei", comenta
Definitivamente, a relação entre madrasta/enteado/pais deve ser muito bem conversada, para que todos se sintam livres e aceitos e tenham um único objetivo, garantir o melhor convívio e educação para as crianças e adolescentes, que se sentem perdidos diante das novas famílias.
Do outro lado da história, a servidora pública Flávia Ruas perdeu sua madrasta recentemente e lamenta muito, pois a relação das duas era mesmo maternal. Ela lembra que no começo, devido a pouca diferença de idade - ela tinha 6 anos e a madrasta 17, na época que casou com seu pai - houve muitos conflitos.
Com o passar dos anos, a relação foi amadurecendo e se fortificando no dia a dia familiar. "Ganhei uma companheira, uma pessoa que eu trocava informações, que me dava conselhos, que falava um monte de besteira, que ‘encobria’ meu namoro adolescente. Eu casei e ela estava presente, passei por muitas coisas boas e ruins e ela estava presente. Eu sinto que o que nós vivemos se transformou em amor de mãe, porque ela dizia às pessoas, que tinha dois filhos", relembra.
Por Carmem Sanches
Maria Santos. Seu comentário é perfeito. Tenho 42 anos não tenho filhos e nunca poderei tê-los, meu marido tem uma filha de 15 anos que mora conosco, e como é difícil lidar com esta situação lendo seu comentário parece que vc convive em minha casa e descreveu o que eu vivencio. Pois eu sou sempre a errada, a intolerante, a culpada por mais que eu me desdobre para fazer o melhor. Sou professora trabalho em jornada dupla (duas escolas) passo toda o final de semana organizando a casa divido com ele todas as despesas da casa . Mas sempre que se inicia uma fase mais próxima entre nós dois, ela sempre dá um jeitinho para estragar tudo, o que é facilmente conseguido por pois ele permite tudo, ela sempre está certa, acima de qualquer erro.
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maria santos
Madrasta sem filhos ou seja a mulher do pai já nasce condenada. Os filhos adolescentes só acham ela boa e legal quando o convívio é esporâdico e em almoços e passeios. A partir da realidade do convivio entre mulher do pai sem filhos, erradamente chamada de madrasta, pai e filhos adolescentes deste pai...os problemas de comportamento disciplina falta de responsabilidade começam a ferver o ambiente e a madrasta vira a culpada de tudo, a que persegue os adolescentes que não querem fazer nada na casa. Situação complicasíssima que se não for bem conversada com o parceiro acaba em separação. Essa historia de ser amiga da filha do marido, não existe é ficção. A filha terá ligaçãio e influencia da mãe pra eternidade inclusive se a mãe for uma vagabunda que so quer o dinheiro do ex. A filha carrega uma culpa eterna e jamais será amiga da mulher do pai. Quando esse homem sair da vida dessa mulher filhos não se importarão...pois é nada menos do que a mulher do pai...que não tem sangue deles e nem é da família.
Ser realista é a melhor saída. Conversar com o parceiro tb. E cuidar da sua vida melhor ainda do que cuidar da vida de filhos que não são seus e nem se responsabilizar pela educação deles. Quem cuida disso é o pai.
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