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Mães Alfa

Seg, 21/07/2008 - 13h28 - Mãe e Filhos postar comentário

Cena real: almoço entre amigas. Três amigas, trinta e poucos anos, MBA’s, muito bem-sucedidas profissionalmente. Duas já são mães de filhos pequenos, a outra acaba de anunciar sua recente gravidez.

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A conversa flui com animação. Mas, em lugar de singelas dicas sobre casaquinhos bordados com delicados fios de seda, o que se ouve é um diálogo bastante articulado com forte embasamento teórico e científico: formação do sistema nervoso central, exames altamente tecnológicos, últimas pesquisas sobre estímulos à “inteligência do feto”, tendências em brinquedos educativos.

Vê-se que as jovens mamães mergulharam no assunto com a mesma dedicação dispensada aos seus mestrados. Com o mesmo empenho com que participaram de projetos de alinhamentos internacionais de marcas. Com a mesma competência que as fez ascender rapidamente em suas carreiras.

A nova grávida, num misto de euforia e susto, porém já consciente da trajetória que a ela está reservada, parte com os cinco livros doados pelas amigas. Aproximadamente 2.000 páginas que terá que ler logo, pois tratam apenas dos 9 meses de gestação e ela já está no final do terceiro mês.

Este é o retrato da “mãe alfa”, ou “alpha mom”, termo cunhado por analistas de mercado dos EUA - os quais, aliás, adoram cunhar novos termos - para definir o segmento que emergiu de uma geração de mulheres de alto nível educacional, que encaram a tarefa de ser mãe como uma carreira profissional.

Dada a extrema importância que atribuem a este papel em suas vidas, as “mães tipo A”, ou “mães alfa”, se utilizam de todos os recursos tecnológicos disponíveis e pesquisam muito para alcançar sua meta: a excelência da maternidade.

Elas podem, ou não, trabalhar fora de casa, e o que as une é a visão da maternidade como uma profissão a ser executada com perfeição. Lêem tudo o que pode auxiliá-las na educação dos filhos, fazem verdadeiras “entrevistas em profundidade” com o pediatra, conhecem as propriedades de cada alimento servido à mesa das crianças, aplicam técnicas de benchmarking entre as amigas.

As mães sempre foram o maior filão do mercado de consumo feminino. As “mães alfa”, no entanto, são ainda mais interessantes porque têm o comprovado poder de influenciar o consumo das outras mães do seu amplo círculo de contatos. Por definição, “alfa” são as pessoas que as outras pessoas querem seguir.

Se você é uma “mãe alfa”, muito provavelmente se tornará alvo de campanhas de marketing querendo seduzí-la e assim influenciar as opiniões de toda a sua rede de amigas. Mas se você não é uma delas, não se preocupe. Ser ou não ser “Alfa” não tem nada a ver com ser ou não ser uma boa mãe.

Uma a Uma é uma empresa de inteligência de mercado especializada no público feminino. As sócias e colunistas do Vila Mulher, Denise Gallo e Renata Petrovic, ajudam a entender melhor e desvendar as várias faces da mulher contemporânea.

2 comentários

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gostei , mas se vc num pode ser mae alfa , saiba que sua preocupação e carinho ajudam muito.beijos

Qua, 24/06/2009 - 09h17    |   Reportar abuso
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Não sabia que mães assim eram chamadas de Alfa, mas como eu sou assim sempre preocupada em fazer o melhor e perfeito para meus filhos. Leio todos os rótulos, bulas, manuais antes de comprar ou dar para eles, isso é muito bom pra ambos,
pois tenho certeza da qualidade e dos produtos e alimentos, também estou sempre procurando novidades no mercado para proporcionar mais qualidade de vida à eles.
E podem ter certeza, minhas amigas quando veem as novidades com eles, logo me perguntam onde comprei, como funciona, se é bom mesmo, etc.
Se as mães se preocupassem mais com a segurança de seus filhos, muitos acidentes domésticos seriam evitados, infelizmente tem mães e "mães".
Beijos meninas, ser mãe é um presente divino.
Silvia

Sex, 08/08/2008 - 14h41    |   Reportar abuso
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