O livro “Mommy Wars”, da americana Leslie Morgan Steiner, trata de um tema mais do que freqüente, onipresente, na vida das mães contemporâneas: as escolhas.
A autora, executiva do jornal The Washington Post e mãe, reuniu os textos de vinte e seis mães-escritoras que relatam as histórias de suas famílias, carreiras e, principalmente, das opções de vida que fizeram a partir do nascimento dos filhos.
Sinceros e bem-humorados, cômicos e trágicos, os depoimentos têm, em comum, um sentimento marcante: “êta grama danada de verde que tem esta vizinha!”.
Há as mães que deixaram de trabalhar para cuidar dos filhos e temem que, um dia, provavelmente num futuro próximo, a maior exigência a seu intelecto seja decorar a lista do supermercado. Há aquelas que mantiveram sua vida profissional intacta, poderosas, e têm suas noites invadidas por um pesadelo recorrente, no qual a filhinha, fofa, olha para a babá e diz “mamãe!”. Há as que conseguiram montar um home-office de última geração, já têm clientes e tudo e, passada a euforia inicial, sentem-se devendo como mães e como profissionais. Difícil. Culpa aqui, culpa ali, culpa acolá. Passam o tempo todo se questionando sobre o melhor estilo de maternidade. Que nunca é o seu.
Todas as mães têm em comum o fato de amarem fanaticamente seus filhos. Mesmo aquelas que não questionam a opção “carreira ou casa”, de alguma forma querem reafirmação sobre a sua “marca” de maternidade, leia-se, querem ser as melhores mães do mundo.
Na guerra das mães, o que está em jogo não é o tipo de mãe que é superior, mas, sim, a batalha que se trava dentro de suas próprias mentes, e que as impede de ficar em paz com as suas escolhas.
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