
Desfile Jefferson Kulig. Foto/Arquivo MBPress
Depois de algumas temporadas de exageros, é natural que a moda responda com uma vontade mais minimalista.
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As formas vieram soltas, com linhas mais geométricas e em materiais levemente estruturados, porém de forma descomplicada - o suficiente para imprimir sofisticação e elegância, mas sem ofuscar a mulher que a veste.
Cada marca de seu jeito, é claro, mas a maioria aparenta seguir este caminho. Mesmo Jefferson Kulig - que normalmente traz para a passarela volumes e misturas de texturas e outras informações - e Samuel Cirnansck - que sempre nos choca com alguma excentricidade, como um vestido-mesa - mostraram mulheres mais contidas e de visual mais enxuto. As informações ainda estavam lá, mas de forma muito mais suave.
A roupa como ferramenta de comunicação, então, parece retomar a sua função mais básica: de complementar e transmitir a personalidade de quem veste sem roubar o papel principal.
Érica Minchin trabalha com pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos em moda e ministra cursos e palestras sobre imagem e tendências. Ela ensina que aparência é a ferramenta de comunicação não-verbal mais poderosa e estimula explorar as melhores maneiras de fazer uso dela. Contato: contato@ericaminchin.com
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