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Quando olha para dentro de si o que você vê? A resposta a essa pergunta faz a diferença entre conseguir transformar o que não está bom na sua vida, ou seguir repetindo o mesmo tipo de situação limitante.
A não ser que você adquira consciência sobre os mecanismos que o(a) levam às experiências dolorosas, não poderá acessar os recursos internos para evitá-las. Ou seja: se não tiver consciência sobre o que se encontra em seu interior, continuará refém das suas emoções e comportamentos.
Pessoas desconectadas com seus movimentos internos, em geral, sentem medo de entrar em contato com suas crenças e emoções mais profundas sobre si mesmas. Sentem-se ameaçadas por medos imaginários e, para se defenderem de algo que temem ser doloroso, ameaçador, ou mesmo insuportável, vivem no modo automático.
O problema é que em vez de proteger, esse falso mecanismo de defesa acaba provocando situações indesejáveis que poderiam ser evitadas.
A autotransformação requer um processo de organização interna. Vivências passadas misturadas, emoções confusas, registros incompletos, precisam ganhar sentido e ser elaborados. Dificuldades de diversas naturezas para realizar o movimento para dentro dos porões da mente e si, devem ser acolhidas e enfrentadas.
Isso significa não se criticar ou julgar o que estiver presente. Identificar emoções, tantas vezes, contraditórias e dolorosas, exige disposição e coragem. Mas é a consciência da arquitetura interna que possibilita a reestruturação do modo como costumamos funcionar e agir.
Não há outro caminho para a mudança que não passe pelo processo de autoconhecimento. Se não conhecermos nossos padrões mentais e emocionais, não podemos mudar o que não queremos mais em nossas vidas.
Angústia, crises de ansiedade, falta de autoconfiança, relacionamentos conflituosos, refletem o panorama emocional do indivíduo. Em vez de seguir no automático, repetindo o que não funcionou antes, você pode decidir mudar.
Esse é o primeiro e mais importante passo para quem deseja obter novos resultados em sua vida. Não basta saber, refletir, pensar. Se você não arregaçar as mangas e começar a agir diferente, tudo seguirá da mesma maneira.
O processo de autodesenvolvimento envolve dificuldades, idas e voltas. Cair e levantar faz parte da empreitada. Fundamental é manter o foco no resultado final que se pretende obter. Sem se deixar abater por aparentes derrotas. A vitória sobre nós mesmos é feita de pequenas mudanças que vão se somando, até se transformarem em novos padrões internos.
Se não estiver conseguindo resolver suas questões existenciais, sozinho (a), não hesite em recorrer a um profissional. Talvez você precise recorrer à ajuda especializada para reestabelecer conexões perdidas. Não há vergonha alguma nisso. Depende de cada um de nós sustentar a caminhada que nos levará à realização de nossos projetos de vida.
A colunista Jael Coaracy é escritora, personal, executive coach e psicóloga com especialização em Terapia Racional Emotiva Comportamental. Contatos - jaelcoaracy@gmail.com http://www.vaidarcerto.com.br
Mayara
Jael eu adoro suas matérias e mais uma vez vi que você sempre tem algo a me ensinar. Li essa coluna pensando que eu não tenho nada no que mudar, minha vida está ótima, tenho um bom emprego, gosto do que faço, amo meu namorado, estou terminando a faculdade... Mas daí percebi que não preciso mudar o que tenho e sim evoluir, preciso preparar o meu futuro, estou deixando as coisas boas acontecerem mas com prazo de acabar, preciso mantê-las comigo. E nada melhor do que uma reflexão sobre mim mesma para entender como serei capaz de fazer isso. Obrigada!
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