
Como todos nós, as crianças aprendem com erros e acertos. Mas não adianta somente criticar o pequeno, falando que isso não é bom, ou aquilo não é certo.
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"O seres humanos precisam ser reconhecidos e, com as crianças não é diferente. Para elas, nosso olhar, interesse e participação direta no dia-a-dia constroem uma imensa vontade de seguir crescendo", conta a psicóloga e terapeuta Daniella Freixo de Faria.
A profissional deixa claro que os elogios devem ser sinceros, verdadeiros - nada de usá-los para substituir a ausência dos pais, por exemplo. "Quando a criança percebe que é respeitada e aceita, e que toda a segurança da qual necessita está disponível, crescer passa a ser algo que vale a pena, algo positivo", enfatiza.
Para ela, o que conta mesmo no desenvolvimento de uma relação harmoniosa e do crescimento saudável da criança são exatamente esses elogios. "O mais importante é corrigir as atitudes das crianças e não as crianças. Digo isso pois muitas vezes os julgamos , caracterizamos, taxamos por suas atitudes e esse olhar acaba por ‘aprisioná-las’, chegando a dificultar que a mudança ocorra, de fato. Isso porque nosso olhar, nossas reações e nosso julgamento servem de referência para ela. Então a frase: ‘você é’ deve ser usada positivamente , pois não duvide , as crianças acreditam e seguem construindo sua referência de si mesmas baseadas neste nosso olhar", explica a especialista.
Para ajudar nessa tarefa de incentivar os pequenos, Daniella ensina três palavrinhas essenciais. A primeira delas, "constância" demonstra a presença dos pais no aprendizado. "Significa que sempre que aquela atitude ocorrer estaremos lá, presentes para corrigí-los", afirma a profissional. A segunda, "coerência", trará sempre uma segurança aos pequenos, demonstrando que eles não precisam temer nada. "Ela traz a noção de que a criança sempre encontrará a segurança da forma, ou seja, não irá encontrar o adulto um dia conversando e no outro gritando ou batendo. A criança tem a garantia de que será sempre tratada com respeito neste momento de aprendizado", explica Daniella.
A terceira e última é a "conseqüência", mostrando às crianças que todas as ações possuem responsabilidades. "Ela traz a importância da construção da vivência neste cotidiano. Substitui o castigo, que muitas vezes é encarado pela criança como pagamento de penitência, onde ela cumpre e depois volta a fazer as mesmas coisas. A construção da ‘consequência’ carrega em si a intenção da possibilidade da criança desenvolver a consciência da escolha interna", ensina a especialista.
Por Tissiane Vicentin (MBPress)
geraldina
postado:
04/11/2009 - 08h43
gostei da pagina. gostaria de receber boletins da Vila Mulher
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