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Broncas, conversas e castigos, nada funciona com pré-adolescentes e adolescentes, que não respeitam os limites e regras estabelecidos pelos pais. Ouvem os sermões, até se mostram arrependidos, prometem que vão melhorar, mas alguns dias depois voltam a agir da mesma forma.
Enlouquecidos, os pais já não sabem mais como agir.
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Ela acredita que a filha não entende que a orientação é um cuidado, pois não quer que nada de mal lhe aconteça. "Parece que ela quer ver acontecer, precisa se dar mal, constatar que foi ruim", supõe.
A psicóloga Elaine Bet orienta os pais a se manterem firmes em suas decisões, pois os filhos precisam saber que são eles as autoridades maiores em suas vidas, são quem decidem e quem os protegem até da sua própria audácia e impulsividade.
A jornalista Mayara Jacques ainda não é mãe, mas tem uma afilhada de 16 anos que passa uma parte do ano com ela, porque a mãe tem outros sete filhos e ela aproveita para colaborar com a educação da garota. Como não é a principal responsável pela menina, enfrenta dificuldades em colocar limites, mesmo assim, não desiste.
"Ela até acata o que falo, mas o olhar dela diz ‘você não é minha mãe’. Geralmente é assim, ou respeita as regras, ou vai pra casa dela, já que adora ficar na madrinha, muitas vezes acaba respeitando, quando não respeita, fica de castigo sem internet. Mas ela joga, quando quer um passeio, por exemplo, que sabe que eu não autorizarei, prefere naquela semana estar na casa da mãe, porque aí pode fazer birra e conseguir o que quer", salienta.
"Leva tempo, mas há sempre esperança, lembrando-se que para dar limites, os pais têm também que ter limites, ou serão péssimos exemplos, não vale violar as regras, pois os filhos estão permanentemente aprendendo conosco", reforça a especialista.
Conforme a psicóloga, tolerar pequenas rebeldias faz parte do exercício de convivência entre pais e filhos, pois é a forma como os adolescentes aprendem sobre a necessidade de independência, de tomar decisões, que se acentua na adolescência. "Aceite e incentive as decisões positivas e critique as inadequadas, mas sem humilhar ou brigar, ou seja, oriente argumentando", destaca Elaine.
Por Carmem Sanches
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