Muito interessante uma frase que li ?Participação política e futebol: paixão e compromisso?. É interessante refletirmos no seguinte, que o ser humano passa horas assistindo o jogo de bola, seja em casa ou pessoalmente, chegando muitas vezes a enfrentar perigosas torcidas organizadas, em nome de um esporte, de um lazer, que não fará muita diferença em sua vida e de seus familiares, mas acha difícil ir exercer sua cidadania votando, o que diferentemente do futebol, terá interferência direta em sua vida e na vida de sua família.
Podemos ainda no exemplo do futebol, observar que em época de Copa, todo mundo usa verde e amarelo nas ruas, mas nas urnas o patriotismo é exercido pelo coronelismo, que hoje, em vez de ?mandar ameaçando? ele ?manda pagando?, comprando os eleitores, que estão mais preocupados com o resultado do jogo que com o resultado das urnas.
A participação política hodierna não pode ser um mero obrigatório onde de má vontade as pessoas vão votar numa data específica e rogam praga quando essa data vira duas em virtude do segundo turno. A participação deve ser livre e consciente, onde pessoas com mínimo de 16 e sem máximo de idade votam por que querem participar da vida política do país, pois mais vale meia dúzia de votos conscientes e honestos, que o Brasil votando de qualquer jeito, em qualquer um. Adianta ser obrigatório?
Apesar de a democracia ser um regime de povo, diferente da aristocracia, é um absurdo as opções de escolha. Para dar um cheque pra comprar remédio ou alimento no Brasil, muitos estabelecimentos não aceitam, por não confiar que tem fundos. Mas os políticos processados de várias maneiras, parecendo mais um ?kama-sutra? de tantas formas de processo quanto se pode experimentar, se candidatam e vencem, mesmo de dentro de cadeias, fazendo parte de milícias ou como o Paulo Maluf, que usa o slogan ?Rouba mas faz? e ainda usa a piadinha de sua colega Marta Suplicy (não menos corrupta) ?Relaxa e goza?.
A participação na vida política visa exatamente termos qualidade no voto consciente, afim de não sermos governados por esse tipo de gente, bem como possibilitar ao eleitor conhecimento e desejo pela vida pública limpa e honesta.
Autor: Claudio Roberto Fernandes*
O autor é Acadêmico de Administração da Universidade Federal de Ouro Preto e
Acadêmico de Direito da FUMESC
FOTO: http://www.carloscereto.globolog.com.br/Dualib.jpg
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