
Foto/Divulgação TV Globo
Esta rivalidade existe, não dá para negar.
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A antropóloga acredita que fomos educadas não para competir ou lutar, mas para sermos mais dóceis e submissas do que os homens. "Temos muito mais dificuldade para dizer ‘não’ e para defender nossas ideias. Somos socializadas para não falar em público e não brigar", afirma Mirian Goldenberg. Mas quando o assunto é mulher vs mulher sabemos competir como ninguém.
Esta eterna disputa está presente em todos os setores da nossa vida. Competimos também no trabalho - quem é mais competente, quem tem as melhores ideias, quem é mais popular entre os colegas, quem lidera a equipe mais produtiva etc.. Tem disputa no salão (quem tem as unhas, os cabelos e a sobrancelhas mais bonitas). Inevitável, disputamos até entre amigas.
Para a antropóloga toda esta rivalidade tem explicação. E ela não é nada boa. "As mulheres são muito mais inseguras e dependentes do olhar e da opinião dos outros. Acho que aí aparece a disputa: pela atenção e aprovação do outro, para sentirmos que somos únicas e especiais e não mais uma no meio de tantas outras", destaca Mirian. Esta competitividade acontece também por medo de perder a atenção e o amor dos demais.
O resultado não é outro senão uma insegurança cada vez maior e também a sensação de solidão e de não poder confiar nas outras mulheres.
Será que realmente precisamos disso?
Por Bianca de Souza (MBPress)
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