
Criar um filho que já nasce com alguma doença grave é desafio para qualquer casal. E a criança, quando cresce, também precisará vencer muitos obstáculos e preconceitos.
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Essa área permite um acompanhamento detalhado da gravidez - e diagnóstico precoce de doenças do feto - por meio de exames de imagem e orientação genético-reprodutiva. Tal ação acontece durante o pré-natal, que tem grande importância no desenvolvimento do feto e na manutenção da saúde da mãe e do bebê.
"Durante essa fase, o ideal é sejam feitas, no mínimo, quatro consultas até o parto, sendo a primeira logo que se descobre a gravidez. Nessa oportunidade são avaliados queixas e dados clínicos da gestante tais como: pressão arterial, altura do útero, ganho de peso, retenção de líquido, freqüência cardíaca e movimentação do bebê. Por meio desses parâmetros, podemos verificar como evolui a gestação. Se o feto está com o crescimento adequado, se a quantidade de líquido amniótico está normal, a posição dentro do ventre materno. As complicações clínicas da mãe como anemia, hipertensão arterial, diabetes gestacional também podem ser diagnosticados durante esse segmento", explica o médico Paulo Chinen, que atua em Medicina Fetal na Clínica Berenstein de Atendimento à Mulher, em São Paulo.
Os principais exames que fazem parte do pré-natal são hemograma, glicemia (dosagem de açúcar), tipo sanguineo materno, sorologias (HIV, sífilis, rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus, hepatite B e C), exame de urina, citologia oncótica ("Papanicolau") e uma ultrassonografia por trimestre. "O objetivo é avaliar as condições clínicas da gestante, podendo orientá-la quando a alguns cuidados a serem tomados e a necessidade de tratamento se for o caso. Após a avaliação médica podem ser pedidos outros exames caso haja necessidade", esclarece o médico.
Paulo aponta os exames de imagem como "as maiores armas do médico" atualmente. Tais exames têm sido aprimorados com o passar dos anos. Uma das maiores inovações é a possibilidade de examinar o feto de maneira não-invasiva, ou seja, em diversos procedimentos não é necessário tocar na criança para obter informações essenciais.
Algumas enfermidades podem ser descobertas e até tratadas enquanto a criança ainda está no útero materno. Toxoplasmose, rubéola e citomegalovirose são exemplos. "Os exames de sangue realizados no pré-natal servem para diagnosticar e acompanhar situações como a anemia e o diabetes materno, assim como, infecções adquiridas pela mãe que podem acometer o feto. Em relação à ultrassonografia, ela nos ajuda na identificação de mal-formações, nas alterações de crescimento do bebê, das variações da quantidade de líquido amniótico. Podemos também fazer os diagnósticos das doenças cromossômicas e genéticas por meio da análise do material da placenta, liquido amniótico ou sangue de cordão", afirma o médico.
O tratamento de doenças do feto só pode ser detectado a partir de certos exames, como cita o especialista. "Em algumas situações é possível o diagnóstico e tratamento do bebê ainda no ventre materno. Podemos citar as correções de anemias nos fetos, por meio de transfusões sanguíneas pelo cordão umbilical; a terapia paliativa da hérnia diafragmática; o laser na separação das placentas em gêmeos com transfusão feto-feto e as derivações nos processos obstrutivos e coleções serosas", diz.
Com tantos avanços na Medicina Fetal, os pais devem aproveitar e acompanhar a gravidez desde o dia em que ela é descoberta. Assim, os riscos para mãe e bebê diminuem bastante e a família pode ficar mais tranquila.
Por Priscilla Nery (MBPress)
marizete paixao
Luciene
Olá,
Para ajudar na gravidez, tome bastante água, a Bonafont é ótima para retenção de líquidos. #ficadica
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