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Quando a ansiedade vira transtorno

Ter, 08/12/2009 - 10h19 - 5 comentários

Quando a ansiedade vira transtorno

A ansiedade não é luxo pra ninguém. Quase todo mundo, em determinada fase da vida, sente esse aperto estranho no peito.

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As mudanças enfrentadas ao longo da existência - de casa, emprego, chefe, escola, namorado e marido - causam um desconforto em relação ao amanhã. Mas, quando queremos controlar o futuro, precisamos tomar cuidado para que isso não se torne obsessão. Se isso acontece, é possível que se desenvolva uma doença chamada de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

"A pessoa que tem TAG se caracteriza por apresentar uma intolerância aliada à incerteza em relação ao futuro", afirma o psiquiatra e mestre em neurociências e comportamento pela Universidade de São Paulo (USP), Geraldo Possendoro. Esse tipo de paciente sempre encontra uma razão para ficar ansioso, inquieto, cheio de preocupações e questionamentos acerca do que irá acontecer. Essa razão não precisa ser algo importante, como uma cirurgia. Pode ser um compromisso qualquer, como um encontro ou jantar de negócios.

A patologia também interfere no cotidiano das pessoas afetadas, através de dificuldades para dormir, tensão e decorrentes dores musculares, principalmente na região posterior do pescoço, nos ombros e na fronte.

Geraldo, que também é terapeuta, explica que a doença não é muito diagnosticada nos dias de hoje. "Eu acho que isso acontece porque vivemos numa era de ansiedade, com mudanças o tempo todo, e isso acaba fazendo com que se considere normal que a pessoa esteja sempre ansiosa".

Segundo ele, o paciente com TAG pode chegar ao consultório de um psiquiatra com apenas um sintoma aparentemente comum, e cabe ao médico investigar o comportamento apresentado. Um exemplo seria a pessoa que sente frequentes dores de cabeça e resolve procurar um neurologista, que descobre que tais dores são consequência de ansiedade e encaminha o caso para um psiquiatra. Esse psiquiatra deverá descobrir o porquê de tanta angústia.

No caso descrito acima, o ideal seria que o paciente tivesse procurado pelo psiquiatra logo no início. "É comum, no Brasil, as pessoas procurarem o neurologista quando apresentam problemas de comportamento", revela Geraldo. Tal equívoco ocorre por causa do tabu que ainda existe a respeito dos psiquiatras, quase sempre entendidos como "médicos que tratam loucos", quando são, na verdade, profissionais especialistas em distúrbios comportamentais.

É difícil diagnosticar o TAG, pois ele pode ser facilmente confundido com outras doenças, especialmente Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Síndrome do Pânico. A diferença está na frequência do estado de ansiedade do paciente. Quem tem TOC ou Síndrome do Pânico pode apresentar crises de ansiedade - momento de tensão emocional que, em geral, ocasiona taquicardia, muita transpiração -, mas quem tem TAG está sempre ansioso e demasiadamente preocupado com o futuro, sofrendo por antecedência.

Há dois tipos de tratamento para esse tipo de transtorno: uso de medicação ou técnicas de medicina comportamental. "Para mim, o melhor tratamento consiste numa combinação dos medicamentos e das técnicas, que são sempre mais importantes", diz o psicoterapeuta. De acordo com ele, os remédios não têm muitos efeitos colaterais nem são aqueles mais fortes, tarja preta. Além disso, existem muitas técnicas medicinais para tratar a patologia, como respiração diafragmática, meditação e técnicas de relaxamento muscular.


Para Geraldo, o progresso do tratamento depende dos esforços e da persistência do paciente. "Não acredito que a pessoa se cure completamente, mas após um longo período de investimento em medicações e terapia comportamental, alguns pacientes não precisam mais dos remédios". Isso já é uma boa notícia para os pacientes.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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5 comentários no Vilaclub

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Vitória Vitória
Dom, 28/08/2011 - 12h35 - reportar abuso

Eu me trato desde 2008 comecei indo ao psicologo ela me encaminhou para psiquiatria mas acabei me consultando com um neurologista e até hj tomo remédios controlados e para taquicárdia, vou vivendo minha vida mas penso até quando vou depender desses remédios para viver bem? mas quando lembro de como vivia antes e de como vivo hj tento naum pensar em ate quando tomarei esses remédios. Mas sem duvida foram as piores sensações q senti e ainda sinto só q bem mas controladas e naum deixo mas de viver por causa delas. Um abraço e boa sorte pra todos q tem (tag).

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jonatas sanches jonatas sanches
Ter, 23/02/2010 - 14h44 - reportar abuso

tenho 16 anos e sofro de tag a 1 ano tomo venlafaxim graças a Deus a sensação de dor cançasso tremedeira insonia e asfixia passou tomo cuidado meu vizinho de 17 esta com o mesmo problema pra diminui a ansiedade resolvi adotar um palavrão como lema e me ajudou muito quando vier a ansiedade eu paro penso e falo foda-se e resolveu quase que 100% alem do fato de ficar menos serio e nerd me ajudou a me sentir livre e viver melhor então gente se ficar preocupado com se chefe manda ele pra pqp garanto o santo remedio masis o venlaxim me ajudou de mais desde ja fico grato
!!

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Sex, 26/02/2010 - 12h18 - reportar abuso

oi vi seu depoimento tb estou tomando venlaxim ,mais fico com tanto medo de me fazer mal.Em vez de eu pensar que o remedio me vai fazer bem ... fico pensando assim.

Da resposta por Da
Qua, 16/12/2009 - 23h00 - reportar abuso

Tenho muita insônia, não sei se está relacionada ao problema de ansiedade. Só sei dizer, que é sempre uma grande dificuldade para dormir;ainda mais se eu estiver preocupada.
O que devo fazer????

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