
Foto: Flint/Corbis
Uma pesquisa realizada pela Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) com 53 alimentos industrializados de nove categorias diferentes, concluiu que 32% deles ainda contêm gordura trans. Um exemplo disso são os biscoitos waffer. Algumas marcas apresentam entre 0,3 e 0,7 gramas por porção de 30 gramas.
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Sendo assim, se o consumidor ingerir o pacote inteiro (que varia entre 110 a 200 gramas) pode ultrapassar o limite diário recomendado que são 2 gramas por dia. Essa camuflagem do valor ocorre pelo fato de que, embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) obrigue, desde 2006, todos os fabricantes a indicarem a quantidade de gordura trans presente no produto, na legislação existe uma brecha permitindo que a quantia dessa substância seja omitida quando é inferior a 0,2 gramas por porção.
Eliane Monteiro, nutricionista da Keep Light explica que as gorduras trans são adicionadas aos produtos industrializados com o intuito de aumentar o sabor e conservar por mais tempo os alimentos. No entanto, os de origem animal, como a carne e o leite, possuem pequenas quantidades dessas gorduras, mas não são prejudiciais.
A nutricionista relata ainda que quando a informação está escondida, os consumidores não se atentam à ingestão diária dessa substância e passam do valor permitido. Entretanto, outros ingredientes também são maléficos a saúde. "É importante verificar a composição do alimento, pois é possível identificar a adição de gorduras hidrogenadas, conservantes e corantes, que também são prejudiciais", alerta ela.
E completa: "Sorvetes de massa, batatas fritas, salgadinhos de pacote, bolos industrializados, biscoitos recheados, massas folhadas, pipoca de microondas, pratos congelados, maionese, chocolate em barra e bombons apresentam essas substâncias. Além dos alimentos de fast food, que são vilões de uma dieta saudável".
De acordo com Eliane, o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar aumento do colesterol total e do ruim (LDL-colesterol) e ainda redução dos níveis de colesterol bom (HDL-colesterol). "Outros problemas de saúde que a pessoa pode obter devido ao consumo em excesso são doenças vasculares, especialmente doenças cardíacas (infarto, hipertensão, aterosclerose) e acidente vascular cerebral (AVC ou derrame), que representam uma das principais causas de morte no mundo", afirma.
Por Stefane Braga (MBPress)
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