
Depois da tragédia que aconteceu na última quinta-feira, quando Wellington Menezes de Oliveira invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, e matou 12 crianças, deixando muitos outras feridas, o assunto é destaque em todo país. Mas como conversar com as crianças sobre o tema que invadiu a programação da televisão?
A psicóloga Regina Elia explica que realmente não é uma tarefa fácil, mas que os pais precisam falar sobre o assunto de forma franca.
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Regina explica que os pais devem ficar atentos ao comportamento das crianças. Se elas demonstrarem medo ou reações diferentes em um período máximo de até 15 dias é normal, depois disso já se torna algo preocupante. Outra coisa que pede muita atenção é se a criança tem reações muito agressivas. "A agressividade só aparece em quem já tem tendência e isso pode ser preocupante. O normal é aparecer o medo e até uma certa revolta em alguns casos".
Uma maneira de perceber se a criança está ou não muito impressionada é deixá-la brincar e desenhar de forma livre. A psicóloga explica que neste tipo de atividade os pequenos demonstram o que estão sentindo e se os pais ficarem atentos podem evitar problemas maiores. "Na primeira semana é até normal aparecer nos desenhos pessoas mortas, tiros e outras referências à tragédia. Se persistir e daqui a um mês a criança ainda seguir pensando muito nisso começa a ser preocupante".
Regina finaliza lembrando que é muito importante dizer sempre a verdade. Trabalhar com a mentira ou então exagerar nunca são boas opções. "Os pais são o referencial dos filhos, é necessário que eles estejam equilibrados para transmitir equilíbrio aos filhos e não só no discurso, também no comportamento".
Por Larissa Alvarez