
Quem se considera 100% honesto que atire a primeira pedra. Ninguém? Natural, afinal somos seres-humanos e estamos bem longe daquela pessoinha perfeita que não faz nada de errado.
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O Vila Equilíbrio lançou o teste e perguntou para diversas pessoas quais atitudes corriqueiras são mais ou menos condenáveis e o resultado foi surpreendente. Enquanto 100% dos entrevistados consideram grave o fato de encontrar uma carteira cheia de dinheiro e não devolver a quantia para o dono, apenas 30% acredita que não devolver um troco recebido a mais seja importante.
Com certeza, os que consideram não devolver um troco a mais uma atitude sem grandes consequências, não lembra que, normalmente, quem trabalha no caixa é quem arca com a despesa. E, provavelmente, esse dinheiro que você enfiou indevidamente no bolso, vai fazer falta para o assalariado. “Ao refletir no final do dia se aquela atitude que tomamos, mesmo quando ela parece sem importância pra nós, não afetou negativamente outra pessoa, podemos perceber se estamos sendo desonestos”, opina a estudante Vanessa Farias, de 25 anos.
A desonestidade está embutida no dia-a-dia das pessoas. Desde aquela desculpinha inventada pra justificar o atraso de um relatório para o chefe, até a furada de fila no barzinho do happy hour. Muita gente faz sem perceber, sem achar que está atingindo alguém.
Quase todas as pessoas ouvidas pela reportagem acham que trair o namorado ou marido é um dos atos mais condenáveis. “Para saber se estamos errados é só botar a mão na consciência e se perguntar se gostaria que tivessem a mesma atitude com você”, diz o publicitário Augusto Takashi, de 27 anos.
“Estamos sendo desonestos quando fazemos uma coisa que não temos coragem de contar para nossa mãe”, opina o analista de sistema Silvio dos Passos Neto, 24. “A pessoa desonesta passa por cima de qualquer um, sem nenhum peso na consciência. Ela acha que está certa e que sua atitude não traz mal a ninguém”, completa a jornalista Christiane Kremer, 25.
Roubar pequenas coisas sem muito valor é uma ação que dividiu os entrevistados. Enquanto 50% consideram uma falta grave, os outros 50% acham média ou leve. Cuidado, perto dessa última metade não deixe sua caneta favorita dando sopa.
Os extremamente corretos, quadradinhos por opção e sem jogo de cintura podem achar loucura assumir a desonestidade. Mas tudo é questão de bom senso. O ideal é exatamente o que a maioria dos entrevistados disse: não faça para os outros aquilo que não gostaria que fizessem para você. E lembre: seu direito termina onde começa o do outro. Assim, tudo fica fácil.
Quer fazer o teste que os entrevistados fizeram: aí vai a tabela! Clique na imagem para imprimir.
Por Talita Boros